A DOR

A DOR
A dor que dói...

VIDA

Tejo que levas as águas, correndo de par em par, lava a cidade de mágoas , leva as mágoas para o mar...

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quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Os nós de nós...



Se das mãos fizermos laços
e nos laços dermos nós
não conjugarei futuro...
conjugá-lo-emos nós !

RB - 13.12.2012

sábado, 18 de agosto de 2012

Ana


Ai Ana, minha Ana
como te desejei
como te esperei,
como de alegria respirei
quando te conheci
e pela primeira vez te vi.
Que feliz me senti!
Eras a outra menina
a menina que vinha
para ter por maninha
a doce Joana.
Que traquina...
e que magana...
esta minha Ana !
Eras linda...
beleza que se via
beleza que se sentia
beleza que agora teima
em se entregar
apenas a quem ela deseja
sua interior beleza desvendar ...
Linda sim !...
Desafio a uma aposta...
Quem gosta?
eu aposto pra ganhar
e vos garanto
sem receio de perder
que sua maior beleza
está inda por revelar
e ela só desvenda
o que deseja desvendar
pois em seu castelo,
com ameias e torres fortalecido
de areia e pedras construído,
há algo de sofrido
há algo que anseia
pelo vento que enfuna a vela
e faz qual barco avançar
e bolinar...e baloiçar...
estremecer e serenar...
e nesse dia , Ana,
terás tudo o mais para dar
e todo o mundo para amar!
Ai, Ana ,minha Ana
como desejava
dar-te de novo a mão
para desceres o corrimão
correr e jogar ao pião...
saltar, sorrir, gargalhar
e todos encantar!
Ai Ana, minha Ana
que saudades me sofrem
como sofro tua ausência
e sofre meu coração
não por ser meu
nem por ser coração
apenas por ser da tua mãe
o dito "trapalhão"
que já nem ao ritmo bate
nem ao compasso obedece
porque nunca...
nunca...nunca...
nunca te esquece!

sábado, 11 de agosto de 2012

O ninho


Sempre quis construir um ninho
onde eu e meus filhotes
vivessemos afastados da má sorte.
Escolhi uma chaminé
cheguei a bater o pé,
mas quando chegou o Natal
percebi que ali estava mal.
Não desisti...
Escolhi uma alta e velha faia
mas sempre que soprava o vento
e a chuva caía violenta
o desânimo...
o desconforto era geral
e mudámos para outro local.
Não desisti...
Escolhi torre cimeira em castelo
e achava-o muito belo
só que sem ser avisada
alguém alegou
que aquele ninho o património estragou
e tudo ao início voltou.
Não desisti...
Voei bem alto
e encontrei sem sobressalto
um poste bem firme
e nele reconstruí meu ninho
com meus filhotinhos...
mas pouco tempo durou
pois o poste tombou
quando a auto estrada ali passou!
Não desisti...
Em casa senhorial
bem junto ao beiral
teci meu ninho de pauzinhos
como se fosse de linho.
De lá se via o céu
se via o mar
e nos campos papoilas bailar
e as gentes , muitas gentes
e o trabalhar...
Pensei sossegar.
Que erro cometi !
Bem cedo conclui que,
qual trepadeira,
uma erva daninha
por mais rasteirinha
encontra maneira
de nos estragar a vidinha !
Não desisti.
Fiquei.
E ensinei
a quem me quis ouvir
que só nos consegue derrubar
quem a força da alma e do coração
subestima sem razão
e não conhece como eu
a força da verdadeira paixão !
Erva daninha trepou, trepou
e ao ninho chegou...
mas a minha , nossa força
breve, breve a exterminou.
E então, para concluir a demanda,
basta que vos assegure
que meu ninho sobreviveu
e filhotinho cresceu...cresceu!

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

O silêncio dos outros


O silêncio ecoa pela casa
e um zumbido enche meus ouvidos
para além do tic tac do relógio
nada mais terá permanecido.
Ficou a solidão que ninguém quer
por parecer que estar só é estar perdido.
Ao invés do despertar calmo matinal
e dos nocturnas cumplicidades imperfeitas
sobra gente, sobra mundo, sobra alma
que vão, qual ampulheta, enchendo o peito!
E se estar só é ter por perto
a memória dos dias que passaram
a lembrança dos sons que povoaram
entre quatro paredes o meu mundo,
jamais os cheiros e as cores irão chorar
e pelas alvas paredes gotejar
o frio que as arrefece
mal chega o estio.
E este frio que me habita a casa ,
que transborda da fonte dos sentidos
não é senão o pensamento imenso
daqueles que recordo e reinvento.
Virá em breve o tempo do encontro
do desejo, do abraço fraternal,
e quem , aqui e agora, só consigo
e tendo por saudade companhia
abrirá então mão de todos os afectos
e cantará bem alto a alegria
de finalmente ter chegado o novo dia.
Acabaram desencontros, despedidas
acabou-se o silêncio tão temido
pois domingueiramente sua casa
está hoje e de novo bem vestida !

domingo, 15 de julho de 2012

Mar revolto

Do mar revolto não tenho medo...
ele mostra sua força,
eu reconheço minha fragilidade.

Medo é de ter do mar manso ...
tranquilo ...
qual canto de sereia que enebria
Esse sim. é falso...
falso
tal qual os homens vestindo pele de cordeiro
para esconder o lobo mau e traiçoeiro
que ao mais ingénuo se insinua,
cativa
e continua
sugando seu sangue
e aumentando sua dor !

quinta-feira, 1 de abril de 2010

À minha querida irmã

Memórias


A vida corre depressa
Tais corridas no jardim
O tempo deixa lembrança
A infância é mesmo assim...

Na escola, era a melhor
No “quadro de honra” brilhou...
Sempre fomos bem diferentes
Mas amor nunca faltou!

Os anos foram passando
Muita volta o mundo deu
Se a vida não lhe deu tudo
Olhem qu’ela bem mereceu...
E se a esperança não faltar
Melhores dias hão-de vir
Estanos cá para “acudir”,
A quem tanto tem pr’a dar.

Coração grande demais
E cabeça a funcionar
Sentimentos bem leais
Muito amor p’ra partilhar

Fernanda, Nanda ou Maria
Três nomes d’impar mulher
Só quem todo o bem lhe quer
Por ela tudo faria...

Em dia de aniversário
Os parabéns queremos dar
À irmã, à tia , à grande amiga...
Com quem podemos contar

15 de Nonembro de 2003