
Paizinho,
sabias que...
sabias que...
nem todas as noites de verão
são de mil sonhos feitas?
Sabias, por certo,
são de mil sonhos feitas?
Sabias, por certo,
melhor do que eu,
que a dor dói
quer seja verão ou não !
Lembras-te?...
Sim. Foi em pleno verão
que, deixando cair uma lágrima traiçoeira,
sorriste e me deste a mão
essa primeira vez...
essa sempre tua bondosa e frondosa mão!
Não sabias porém
que seria numa noite de verão
numa daquelas noites
de que tanto gostavas...
de que tanto falavas...
e com tantos amigos partilhavas...
que irias para bem longe partir!
Partir numa madrugada triste
numa madrugada quente de verão
quem em rigoroso inverno nasceu
não pode senão ser ilusão !
Partiste ou ficaste ?
Olhaste, respiraste, choraste e,
num suspiro profundo,
daqueles que abraça o mundo
calaste para sempre
e perdoaste
tudo o que de mau o mundo te ofereceu
e recordaste tudo o que a vida de bom te deu
e sorriste...
suspiraste de alívio tranquilo
(pois que ao mundo só o bem trouxeste)
e pensaste que chegando a tua hora
contigo levarias sofrimento
mas também o alento de saber
que , como se admira um malmequer,
nos ajudaste a nascer
a crescer
a amar
a sorrir
a lutar
a tolerar
a partilhar
a cuidar daquele belo jardim
não por ti plantado,
mas tantas e tantas vezes calcorreado
umas tantas vezes tão só
outras tantas e muitas
na companhia dos pombos...
das tuas e de outras meninas,
por quem tudo fizeste e farias
se cá pudesses ainda voltar um dia !
E porque partir
é tornar-se invísivel ao comum dos seres
que te alivie saber
quão forte sentimos a tua presença
a tua mão amiga
a tua eterna fantasia
de querer ficar, como ficaste,
para sempre na nossa companhia !
que a dor dói
quer seja verão ou não !
Lembras-te?...
Sim. Foi em pleno verão
que, deixando cair uma lágrima traiçoeira,
sorriste e me deste a mão
essa primeira vez...
essa sempre tua bondosa e frondosa mão!
Não sabias porém
que seria numa noite de verão
numa daquelas noites
de que tanto gostavas...
de que tanto falavas...
e com tantos amigos partilhavas...
que irias para bem longe partir!
Partir numa madrugada triste
numa madrugada quente de verão
quem em rigoroso inverno nasceu
não pode senão ser ilusão !
Partiste ou ficaste ?
Olhaste, respiraste, choraste e,
num suspiro profundo,
daqueles que abraça o mundo
calaste para sempre
e perdoaste
tudo o que de mau o mundo te ofereceu
e recordaste tudo o que a vida de bom te deu
e sorriste...
suspiraste de alívio tranquilo
(pois que ao mundo só o bem trouxeste)
e pensaste que chegando a tua hora
contigo levarias sofrimento
mas também o alento de saber
que , como se admira um malmequer,
nos ajudaste a nascer
a crescer
a amar
a sorrir
a lutar
a tolerar
a partilhar
a cuidar daquele belo jardim
não por ti plantado,
mas tantas e tantas vezes calcorreado
umas tantas vezes tão só
outras tantas e muitas
na companhia dos pombos...
das tuas e de outras meninas,
por quem tudo fizeste e farias
se cá pudesses ainda voltar um dia !
E porque partir
é tornar-se invísivel ao comum dos seres
que te alivie saber
quão forte sentimos a tua presença
a tua mão amiga
a tua eterna fantasia
de querer ficar, como ficaste,
para sempre na nossa companhia !