

Hoje, dia 4 deabril de 2010, partiu para Andorra a minha filha mais nova -a Ana.
Há cerca de 17 anos num dia cinco, estava eu em trabalho de parto no Hospital da Criuz Vermelha. Como o tempo passa. Quanto eu quis e investi nesta criança. Queria que a irmã tivesse uma companhia para quando eu já cá não estivesse. Fiquei feliz por ter duas meninas pois , pensava eu, talvez me apoiassem mais na velhice do que se fossem dois rapazes.
Como me enganei... Cresceram e é bem pouca a empatia entre elas. ( Se ao menos uma fosse como a minha irmã - altruista, abnegada e sensível, maS NÃO GARANTO NADA!!!)A mais velha foi sempre mais dócil, ao ponto do pai e da irmã a achincalharem, coisa que nunca permiti e que a mais nova cobra dizendo que a irmã é a minha filhinha querida. A Joana tem já para dois anos um namorado. Conversamos algumas coisas no início... agora sai e nem cavaco dá `as tropas. A gente sabe que os filhos depOis de criados não são mais nossos, mas podia haver um meio termo.A mais nova é egoísta, castigadora, implicativa e , por vezes mesmo cruel!
Só mãe chora ao ver partir uma pestinha destas...só mãe está disposta a esquecer e perdoar. Só mãe daria a vida para que nada lhe aconteça nas viagens de ida e de regresso, pois , agora, já pouco se rala comigo, mas durante 9 meses foi só minha. Quer uma , quer a outra.
Estou a escrever com o coração partido e aS LÁGRIMAS A ENSOMBRAREM-ME O MONITOR.
Não espero nem muito, nem pouco da parte delas. O que tiver que acontecer, acontecerá.
Fiz, sempre que pude a minha obrigação, com alegria e vontade...há dois anos que o meu casamento está em fase de falência... há dois anos que vivo na garagem...há dois que suporto este inergúmeno cujo único objectivo é subir na vida, na escala social e ter muito dinheiro para viajar. No verão vai a Macau com as filhas. A viagem poderá ser cara, mas depois vai ter cama, mesa e roupa lavada ( e assim já compensa). Quanto a MIM, JÁ NÃO AMBICIONO GRANDES COISAS... QUERO SOSSEGO E TRANQUILIDADE DE ESPÍRITO, longe daqui,é claro.
As minhas filhas já estão em idade de decidir com quem querem ficar. Se for a vontade delas ficarei só , mas não conformada, porque enquanto eu lhes dei tudo, até o meu próprio tempo de vida, nunca me afastando delas, o pai sempre foi uma figura ausente, que nunca se privou de nada pois sabia que podia contar com a sopeira, como em tempos me chamou. Agora, tal qual o emigrante que quando regresa cativa tudo e todos pois tem o bolso cheio e a memória das pessoas é fraca, assim está ele. Bolso cheio, ar arrogante, insensível e filho da Pauta, q.b.
As filhas até gostam muito de sair com ele ( ao princípio ainda barafustavam, mas agora é facto consumado) Como o rato vão atráS DO QUEIJO. sÃO COMO O COMUM DOS MORTAIS. nÃO AS CENSURO. eU GASTEI O QUE TINHA E NÃO TINHA PARA TRANSFORMAR ESTA CONSTRUÇÃO COM TELHADO,, NUM LAR ONDE SE SENTISSEM BEM. aGORA ESTOU A PAGAR POR ISSO. Lar nunca existiu e para mim sobrou a garagem. Até ver !
Que a vida seja bem dura para quem me tem feito sofrer tanto e que sempre me tratou indignamente.- ESTE HOMEM COM LETRA bem pequena!!! Às minhas filhas desejo que venham a ser mais felizes do que eu, quem sabe, a idade, a maternidade aS FAÇA ENTENDER O QUÃO injustas foram comigo.
Peço a DEus que me Dê uma morte breve,para não lhes dar trabalho. A Ana já diz ( abrincar, mas é a brincar que se dizem muitas verdades)que não quer saber de mim, nem as fraldas me compra...a mais velha não diz nada...é simultaneamente carinhosa e distante.~
Vou aguardar até ao fim dos meus dias.
Talvez DEus ainda me proporcione alguns momentos de alegria, de companhia e afecto...pois de mais não preciso.
Então, até ao teu regreso, Ana Isabel. Espero que te divirtas muito!
Cá estarei à tua espera, como qualquer outra mãe...é que mesmo sofrendo por falta de afecto e carinho, sou máe e isso diz tudo.!
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