sábado, 15 de maio de 2010
quinta-feira, 13 de maio de 2010
14 de Maio de 2010
Será que amanhã vai ser o primeiro dia do resto da minha vida?
Será que posso ter esperança?
Será que tudo vai correr como desejo?
Será?
De sossego preciso urgentemente.
O dia vem após as trevas...
O dia é luz, energia, esperança !
A solidão assusta.?
Não,nunca estamos sós!
Temos família e amigos...
Temos esperança e coração...
Tomemos o futuro na mão !
Será tarde para começar de novo,
virar a mesa ...
e partir ?
Jamais !
Nunca é tarde...
nunca se perca a esperança...
enquanto durar a vida,
somos sempre criança!
domingo, 9 de maio de 2010
Ansiedade
No mundo em que vivi
Sossego...serenidade
Idiota eu sou por não saber
Erguer um castelo de areia
Daqueles que a maré só derruba
Antes que sejam pedra dura...por serem,
De dor e desamor enfraquecidos
E de desencontros construídos !
Maio 2010
Raiva
é do tamanho da dor
E o ódio maior
que o puro sentimento,
lamento gritando o que ninguém ouve
mas a raiva é maior do que a dor...
mas a raiva é maior do que a dor !
A espera
Ai, se há tempo
que demore em passar
é o que medeia
entre o partir e o chegar.
E se partida é desejada
a espera se torna mais pesada
e a almejada chegada
tarda como a alvorada
A alvorada que anuncia o novo dia
o dia diferente do outro dia
o dia em que o mundo
abrirá suas portas
para receber a recém-chegada.
A recém-chegada
do nada, do tudo que quer esquecer
do tempo ,da espera, da mágoa,
da dor, do desamor
do escuro que empalidece a alma,
que rouba as cores às flores,
e amarelece as àrvores
e consome a seiva...o ser...
Ai, para quê tanto sofrer
Ai, para quê tanto esperar
Ai, para quê tanto ansiar...
todos havemos de lá chegar
tarde ou cedo haveremos de parar
pairar qual nuvem que o sol
ameaça não deixar brilhar.
Ai, sofrer até não mais parar
chorar,chorar,chorar...
sentir a corrosão cá dentro
sentir a falta de alento, sentir...
sentir que mesmo apesar da mudança
a esperança de voltar atrás ...
e desfazer o que mal nos faz
se afigura como a narrativa circular
o navegar sem o porto encontrar
nem p'lo sol, nem pl'a lua se sabendo orientar
o desespero que tarde em parar
o sofrimento que teima em latejar
Ai ! Que dor me continua a dilacerar
Ai!
Maio 9- 2010
quarta-feira, 5 de maio de 2010
POEMA AOS18 ANOS DA MINHA JOANA
Foi em Agosto...
E o voo persiste
no prolongar de uma viagem
que se acalenta eterna
voos de corpo em riste
investes branda, suave, eterna.
Períodos de tons serenos
Existências de revolta
Fenómenos ingénitos
Sabemos que o tempo não volta
Fruamos juntas!
Do vento ainda sobram palavras
Não eram brilhantes, nem cartas
Nem riscos ou traços
Eram mapas de palavras
Que esperançosa semeei
Num canteiro de Laços MIke - 2006
Dedico este poema à minha adorada filha Joana, no dia em que completa 18 anos.
Que o laço que nos uniu, desde o primeiro dia da tua vida (intrauterina), minha querida filha, jamais se desfaça e se mantenha cada vez mais forte, enquanto viveres, pois eu estarei ( mesmo não estando) sempre a teu lado.
Adoro-te Joana
A mãe que tiveste e não escolheste
Maria do Rosário
Poema para mim
Dia de labor
Cansaço extremo
As pernas vacilam ao chegar à caverna…
Acendo o candeeiro de óleo
A luz do pequeno buraco no topo da parede já se foi
A chama vacilante torna as sombras grandes e assustadoras
Sei que a besta está perto
A qualquer altura pode entrar aqui
O meu abrigo longe do mundo
Por vezes espaço tão amplo que ecoa todos os sons
Outras claustrofóbico e ensurdecedor no silêncio
Sinto-me uma presa indefesa
Mas sei que não é verdade
Comigo vivem os que me amam
Que me seguem
Pensam em mim
Me protegem
Uma palavra
E serei resgatada
Sei que daqui saio…
Cada vez mais forte
Um dia deixarei de ser presa
E serei predadora
Encurralarei o meu carcereiro
Quem por último ri, ri melhor…
Cristina Vendeirinho – Poema para mim. – 24 de Junho de 2009
Chega de saudade
João Gilberto
Composição: Tom Jobim
Vai minha tristeza
e diz à ela
Que sem ela não pode ser
Diz-lhe numa prece que ela regresse
Porque eu não posso mais sofrerC
hega de saudade, a realidade é que sem ela
Não há paz, não há beleza, é só tristeza
E a melancolia que não sai de mim,
não sai de mim, não sai
Mas se ela voltar, se ela voltar
Que coisa linda, que coisa louca
Pois há menos peixinhos a nadar no mar
Do que os beijinhos que eu darei na sua boca
Dentro dos meus braços
os abraços hão de ser milhões de abraços
Apertado assim,
colado assim,
calado assim
Abraços e beijinhos e carinhos sem ter fim
Que é pra acabar com esse negócio de viver longe de mim
Não quero mais esse negócio de você viver assim
Vamos deixar desse negócio de você viver sem mim
Jardim solitário
canteiro em forma de fechadura...
Frchadura...mistério...
E se alguém espreitar?
Vê um banco...vê um banco e duas pessoas - um par, ie, um mais uma...
No dia seguinte...
Espreita !
O banco está vazio e assim ficará.
Para sempre...quem sabe?
Porém ninguém pode negar que é um aprazível local de encontro...ou desencontro ?!
O tempo passará , mas o banco continuará igual a si mesmo. Um banco à espera de companhia.
Pobre banco solitário !
We will meet again my friend
A hundred years from today
( or before ? );
Far away from where we lived
Or where we used to play
