A Caverna
Dia de labor
Cansaço extremo
As pernas vacilam ao chegar à caverna…
Acendo o candeeiro de óleo
A luz do pequeno buraco no topo da parede já se foi
A chama vacilante torna as sombras grandes e assustadoras
Sei que a besta está perto
A qualquer altura pode entrar aqui
O meu abrigo longe do mundo
Por vezes espaço tão amplo que ecoa todos os sons
Outras claustrofóbico e ensurdecedor no silêncio
Sinto-me uma presa indefesa
Mas sei que não é verdade
Comigo vivem os que me amam
Que me seguem
Pensam em mim
Me protegem
Uma palavra
E serei resgatada
Sei que daqui saio…
Cada vez mais forte
Um dia deixarei de ser presa
E serei predadora
Encurralarei o meu carcereiro
Quem por último ri, ri melhor…
Cristina Vendeirinho – Poema para mim. – 24 de Junho de 2009
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quarta-feira, 5 de maio de 2010
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