Desilusão é
ter na mão
um coração
partido
perdido
fechado
parado
desencontrado
não ritmado
Desilusão é
ter no coração
a mão
fria
vazia
cerrada
enrugada
dormente
carente.
Desilusão é
ilusão
desiludida.
ilusão
perdida
vivida
sentida e
sofrida!
quarta-feira, 22 de outubro de 2014
terça-feira, 2 de abril de 2013
O amor....
O amor não se pressente
sem esperar
forte se sente
invade a alma da gente
e teima...
teima em ficar
E se nos traz alegria
aquece nossa mão fria
com calor acaricia
o rosto que não sorria
e nossa sede sacia
para nos acalentar,
que seja para durar!
Mas se nos traz desconforto
antes procure outro porto
lá bem nos confins do mar
onde se possa abrigar...
Afinal o coração
não existe para sofrer
é este que
bem ou mal
bate mesmo no final
até quase ensandecer
jamais sem nunca
por nunca
compasso
ou ritmo
perder...
terça-feira, 26 de março de 2013
Sammie - 17.02. 2002 / 24.03. 2013
Viveu em gande mansão
cresceu
brincou
foi feliz...
Seguiu-me
para onde fui
e sem nunca reclamar
se adaptou ao lugar
pequeno
mas prazeroso
mesanino
saolheiro...
Em cima a sala
de estar
o lugar de receber
os carinhos
os afectos
o lugar donde se via
quem partia
e quem chegava
o lugar onde batia
solto o seu coração
o lugar onde uivava
saudando os que mais amava.
Mais abaixo
descendo escadas
um quartinho
secreto
e um jardinzinho
aberto
por onde o sol penetrava
uma varanda
virada
ao largo
e à criançada
aos vizinhos
aos amigos
a quem nunca rejeitava
o mais simples cumprimento
Era linda
era meiga
era fiel companheira
inspirava cnfiança
tinha olhos de cristal
onde se lia o sentir
a alegria
a tristeza
a saudade
e o amor
e outras vezes a dor.
Gostava de passear
correr
correr
e saltar...
por fim já nem quase andar...
Partiu para não voltar
mas seu lugar
vai ficar
tal e qual como o deixou
agora vazio e triste
tal como o meu coração
que à saudade
mal resiste
e que bate triste
triste
por ti,
minha querida Sammie,
amiga do coração!
RB. 25.03.2013
cresceu
brincou
foi feliz...
Seguiu-me
para onde fui
e sem nunca reclamar
se adaptou ao lugar
pequeno
mas prazeroso
mesanino
saolheiro...
Em cima a sala
de estar
o lugar de receber
os carinhos
os afectos
o lugar donde se via
quem partia
e quem chegava
o lugar onde batia
solto o seu coração
o lugar onde uivava
saudando os que mais amava.
Mais abaixo
descendo escadas
um quartinho
secreto
e um jardinzinho
aberto
por onde o sol penetrava
uma varanda
virada
ao largo
e à criançada
aos vizinhos
aos amigos
a quem nunca rejeitava
o mais simples cumprimento
Era linda
era meiga
era fiel companheira
inspirava cnfiança
tinha olhos de cristal
onde se lia o sentir
a alegria
a tristeza
a saudade
e o amor
e outras vezes a dor.
Gostava de passear
correr
correr
e saltar...
por fim já nem quase andar...
Partiu para não voltar
mas seu lugar
vai ficar
tal e qual como o deixou
agora vazio e triste
tal como o meu coração
que à saudade
mal resiste
e que bate triste
triste
por ti,
minha querida Sammie,
amiga do coração!
RB. 25.03.2013
terça-feira, 19 de março de 2013
Pai
Todo tivemos um pai
e ter pai...
é ter amor
ter carinho
protecção
porto de abrigo
embarcação
candeia na escuridão
caminho
orientação
partilha
dedicação
muita sombra
aconchego
calor
e muita paixão.
Um pai
tem sempre uma mão
que nos afaga
e agarra
nos ampara
e orienta
nos passeia
p'lo jardim
nos dá ternura sem fim...
e mesmo quando não está
ao nosso lado presente
que conforto
é o que se sente
ao olhar o firmamento
e sem gritar um lamento
em pleno recolhimento
vê-lo
ouvi-lo
falar-lhe
contar-lhe
os nossos segredos
e dizer-lhe em surdina
que a vida nos ensina
a amar eternamente
o presente
e o ausente
pois pai
é p'ra todo o sempre
um pai
se guarda no peito
no peito e no coração
e enquanto este bater
pai, não morrerá nunca...
não morrerás nunca,
não!
RB- 20 Março 2013
e ter pai...
é ter amor
ter carinho
protecção
porto de abrigo
embarcação
candeia na escuridão
caminho
orientação
partilha
dedicação
muita sombra
aconchego
calor
e muita paixão.
Um pai
tem sempre uma mão
que nos afaga
e agarra
nos ampara
e orienta
nos passeia
p'lo jardim
nos dá ternura sem fim...
e mesmo quando não está
ao nosso lado presente
que conforto
é o que se sente
ao olhar o firmamento
e sem gritar um lamento
em pleno recolhimento
vê-lo
ouvi-lo
falar-lhe
contar-lhe
os nossos segredos
e dizer-lhe em surdina
que a vida nos ensina
a amar eternamente
o presente
e o ausente
pois pai
é p'ra todo o sempre
um pai
se guarda no peito
no peito e no coração
e enquanto este bater
pai, não morrerá nunca...
não morrerás nunca,
não!
RB- 20 Março 2013
segunda-feira, 18 de março de 2013
A vida
A vida é uma aflição
correria
desatino
desencontros
desacertos
desculpas
desilusão
lembranças
e sofrimento
sombras chinesas em vão...
A vida é uma aventura
sem partida
sem chegada
sem vereda
sem estrada
sem estação
só inverno
jamais verão...
sem veias
sem coração
muito aquém da formosura...
A vida é túnel
é breu
é silêncio
é solidão
é tortura
é ilusão
é quimera
é desventura
é veloz "valsa" de Brel...
A vida é como uma dor
tortura
mata
destrói
pega
arremessa
desfaz
corrompe
corrói
e dói...
só é bela
quando jaz
tombada como uma flor!
RB- 19.03.2013
correria
desatino
desencontros
desacertos
desculpas
desilusão
lembranças
e sofrimento
sombras chinesas em vão...
A vida é uma aventura
sem partida
sem chegada
sem vereda
sem estrada
sem estação
só inverno
jamais verão...
sem veias
sem coração
muito aquém da formosura...
A vida é túnel
é breu
é silêncio
é solidão
é tortura
é ilusão
é quimera
é desventura
é veloz "valsa" de Brel...
A vida é como uma dor
tortura
mata
destrói
pega
arremessa
desfaz
corrompe
corrói
e dói...
só é bela
quando jaz
tombada como uma flor!
RB- 19.03.2013
sexta-feira, 15 de março de 2013
A saudade..
Saudade
é frio
é inverno
é ninho
onde falta o passarinho!
Permaneceu tudo igual:
pauzinhos entrelaçados,
pequeninas penas soltas
o cheiro
o aconcheço
o espaço
o lugar cavado...
só o calor
desse amor
arrefeceu
tanto
tanto
como o canto
e o trinado
a compasso entoado
de manhã
e ao sol pôr...
Ai!
silêncio o penetrou
e como um grito ecoou
e o ninho transformou.
Parece agora jazigo..
Passarinho não morreu,
esse não!
Morreu, sim
e para sempre
o calor,
e o amor
o ritmo do criador
o esvoaçar ensaiado
a asa do tentilhão
o amigo
o irmão !
Mas não!
Voltará a primavera
as flores,
os campos verdes,
o sol quente
e o calor..
voltarão
os passarinhos
cucos
melros,
andorinhas,
e outras aves
que tais...
e farão
seus novos ninhos
com muito amor
e pauzinhos
penas
e pedacinhos...
Ai...
mas aquele pobre ninho
não mais terá tanto amor
e se o tiver, será
bem por certo
mui diferente
do que outrora
lhe deu forma
e calor...
Será outro
será bom
será quente
e terá "gente"
mas jamais
por mais que viva
terá como seus convivas
os primeiros
os verdadeiros
os reais
progenitores!
Porque a saudade
é o ninho
onde falta
e faltará
aquele que ali nasceu
se aqueceu
e cresceu
voou
e não mais voltou
o primeiro
inquilino...
o amado
o desejado
o amigo
passarinho!
RB- 16.03.2013
é frio
é inverno
é ninho
onde falta o passarinho!
Permaneceu tudo igual:
pauzinhos entrelaçados,
pequeninas penas soltas
o cheiro
o aconcheço
o espaço
o lugar cavado...
só o calor
desse amor
arrefeceu
tanto
tanto
como o canto
e o trinado
a compasso entoado
de manhã
e ao sol pôr...
Ai!
silêncio o penetrou
e como um grito ecoou
e o ninho transformou.
Parece agora jazigo..
Passarinho não morreu,
esse não!
Morreu, sim
e para sempre
o calor,
e o amor
o ritmo do criador
o esvoaçar ensaiado
a asa do tentilhão
o amigo
o irmão !
Mas não!
Voltará a primavera
as flores,
os campos verdes,
o sol quente
e o calor..
voltarão
os passarinhos
cucos
melros,
andorinhas,
e outras aves
que tais...
e farão
seus novos ninhos
com muito amor
e pauzinhos
penas
e pedacinhos...
Ai...
mas aquele pobre ninho
não mais terá tanto amor
e se o tiver, será
bem por certo
mui diferente
do que outrora
lhe deu forma
e calor...
Será outro
será bom
será quente
e terá "gente"
mas jamais
por mais que viva
terá como seus convivas
os primeiros
os verdadeiros
os reais
progenitores!
Porque a saudade
é o ninho
onde falta
e faltará
aquele que ali nasceu
se aqueceu
e cresceu
voou
e não mais voltou
o primeiro
inquilino...
o amado
o desejado
o amigo
passarinho!
RB- 16.03.2013
sábado, 2 de março de 2013
Março...aço
Hoje Abril
voltou em março
às ruas da nossa terra.
Inundou-as
deu-lhes voz
deu-lhes cor
deu-lhes força
e amor
deu-lhes nós...
muitos, muitos
muitos, muitos
muitos juntos
todos nós ...
alguns jovens de Abril
agora já bem maduros
outros frutos de Abril
como jamais fora visto
bem firmes
e bem seguros
do proposito
do querer
do direito e do dever
e da verdade também
pois que como é sabido
vontade
não escolhe idade...
Era o povo
desse Abril abençoado
e agora renegado
reclamando a viva voz
terra da fraternidade
liberdade e igualdade
justiça e equidade
Eram muitos,
muitos mil
para reabilitar Abril.
Eram vozes e pregões
eram canções
entoadas
ao mundo
de mãos fechadas
corações e corações
sangrando
de tal cansaço
de tanta dor
e amor
p'lo país desrespeitado
por abutres consumido
e por vampiros sangrado.
Vermelho
como Abril
o sangue desta nação
correu p'las veias
das gentes
e sem jorrar, lá jurou
com força de aço
pela cantiga temperado
ao seu Afonso,
o poeta,
símbolo da revolução
que se não for desta vez
será noutra ocasião
breve, breve meu irmão
pois do que Abril
conquistou
jamais abriremos mão!
RB- 2 de Março 2013
voltou em março
às ruas da nossa terra.
Inundou-as
deu-lhes voz
deu-lhes cor
deu-lhes força
e amor
deu-lhes nós...
muitos, muitos
muitos, muitos
muitos juntos
todos nós ...
alguns jovens de Abril
agora já bem maduros
outros frutos de Abril
como jamais fora visto
bem firmes
e bem seguros
do proposito
do querer
do direito e do dever
e da verdade também
pois que como é sabido
vontade
não escolhe idade...
Era o povo
desse Abril abençoado
e agora renegado
reclamando a viva voz
terra da fraternidade
liberdade e igualdade
justiça e equidade
Eram muitos,
muitos mil
para reabilitar Abril.
Eram vozes e pregões
eram canções
entoadas
ao mundo
de mãos fechadas
corações e corações
sangrando
de tal cansaço
de tanta dor
e amor
p'lo país desrespeitado
por abutres consumido
e por vampiros sangrado.
Vermelho
como Abril
o sangue desta nação
correu p'las veias
das gentes
e sem jorrar, lá jurou
com força de aço
pela cantiga temperado
ao seu Afonso,
o poeta,
símbolo da revolução
que se não for desta vez
será noutra ocasião
breve, breve meu irmão
pois do que Abril
conquistou
jamais abriremos mão!
RB- 2 de Março 2013
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013
Perene e permanente...
Ah, quem diria...
na terra há árvores
e as árvores em tudo são diferentes:
no tamanho,
na cor,
no cheiro,
na folhagem,
no quebrar,
no dobrar,
no viver, sobreviver
e no sentir.
Umas guardam a folhagem
que é nossa e sua
e ficam
mais frágeis,
sendo contudo perenes,
persistentes,
resistentes.
Outras despem-se
e abandonam no solo
as folhas que suas foram
ficando mais resistentes
ao vento
e ás tempestades..
sendo porém caducas,
mutáveis,
negociáveis.
Assim são os homens...
em muito iguais
em tudo diferentes
feliz ou infelizmente
E se na terra
este estranha forma de ser
é paradoxalmente uma constante,
olhai o firmamento
de mil e mil estrelas povoado.
Há estrelas grandes
resistentes
qiue brilham eternamente
e sem sair do lugar
piscam ao luar
e encantam o olhar.
Outras porém
arrastando pérolas ou diamantes
em momentos
de fugaz encantamento
movimentam-se e caiem
morrem e
desaparecem
são as estrelas cadentes
desistentes...
Não sei se sou àrvore
Não sei se sou estrela
só sei que sou
e serei sempre
perene e permanente
enquanto aqui neste lugar
quer seja terra,
ou firmamento
estiver por algum tempo
sempre...
e permanentemente
presente!
RB - 28.02.2012
na terra há árvores
e as árvores em tudo são diferentes:
no tamanho,
na cor,
no cheiro,
na folhagem,
no quebrar,
no dobrar,
no viver, sobreviver
e no sentir.
Umas guardam a folhagem
que é nossa e sua
e ficam
mais frágeis,
sendo contudo perenes,
persistentes,
resistentes.
Outras despem-se
e abandonam no solo
as folhas que suas foram
ficando mais resistentes
ao vento
e ás tempestades..
sendo porém caducas,
mutáveis,
negociáveis.
Assim são os homens...
em muito iguais
em tudo diferentes
feliz ou infelizmente
E se na terra
este estranha forma de ser
é paradoxalmente uma constante,
olhai o firmamento
de mil e mil estrelas povoado.
Há estrelas grandes
resistentes
qiue brilham eternamente
e sem sair do lugar
piscam ao luar
e encantam o olhar.
Outras porém
arrastando pérolas ou diamantes
em momentos
de fugaz encantamento
movimentam-se e caiem
morrem e
desaparecem
são as estrelas cadentes
desistentes...
Não sei se sou àrvore
Não sei se sou estrela
só sei que sou
e serei sempre
perene e permanente
enquanto aqui neste lugar
quer seja terra,
ou firmamento
estiver por algum tempo
sempre...
e permanentemente
presente!
RB - 28.02.2012
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013
Não sei porquê...
Não sei porquê
nem porque não
eu estou aqui
tu não...
Não sei porquê
nem porque não
só sei que
eu sou feliz
e vivo,
mas tu não !
Não sei porquê
nem porque vão
as estrelas
bailar no firmamento
as ondas
dançar no areal
os barcos
sulcar os mares d'além
as mulheres
chorar e caminhar
pelo mundo
sem margem
nem limite...
Não sei porquê
nem porque são
os homens tão cruéis
e desavindos
não sei porque caminham
ao luar
aqueles que já cegos
por tanto desejar
o infinito firmamento
só deixaram
uma estrela pequenina
no caminho sinuoso
alumiando quem o trilha
- o homem novo!
Só sei que sim
e porque então
de tão cruéis
e por tanto cobiçar
todos acabaram
tombando
qual jangada
em alto mar.
E morreram
sem nada recordar
que não fosse
o seu vil e
odioso olhar
que ao mundo
o fogo
quis lançar
para queimar
matar ...
e a sede
de vingança saciar.
Esquecendo...
não sei porquê
nem porque não
que antes da rosa
linda e perfumada
apareceu
não sei porquê
nem porque não
o singelo
e belo
o perfumado botão !
nem porque não
eu estou aqui
tu não...
Não sei porquê
nem porque não
só sei que
eu sou feliz
e vivo,
mas tu não !
Não sei porquê
nem porque vão
as estrelas
bailar no firmamento
as ondas
dançar no areal
os barcos
sulcar os mares d'além
as mulheres
chorar e caminhar
pelo mundo
sem margem
nem limite...
Não sei porquê
nem porque são
os homens tão cruéis
e desavindos
não sei porque caminham
ao luar
aqueles que já cegos
por tanto desejar
o infinito firmamento
só deixaram
uma estrela pequenina
no caminho sinuoso
alumiando quem o trilha
- o homem novo!
Só sei que sim
e porque então
de tão cruéis
e por tanto cobiçar
todos acabaram
tombando
qual jangada
em alto mar.
E morreram
sem nada recordar
que não fosse
o seu vil e
odioso olhar
que ao mundo
o fogo
quis lançar
para queimar
matar ...
e a sede
de vingança saciar.
Esquecendo...
não sei porquê
nem porque não
que antes da rosa
linda e perfumada
apareceu
não sei porquê
nem porque não
o singelo
e belo
o perfumado botão !
domingo, 30 de dezembro de 2012
È hoje o dia
Julho... Dezembro
treze ... trinta e um
contagem infernal
prazer mortal paixão
fatal...
jamais nos fará mal.
É o hoje o dia...
dia de percorrer teu corpo
de pôr fim à solidão
de acalmar meu coração
de ser só eu em tua mão
de nada dizer e só olhar
o que ficou por fazer e por
faltar contar
é que um dia como este
um dia assim normal
jamais nos fará mal.
É hoje o dia...
é hoje o dia de matar a sede no teu corpo
de saciar a fome em tua boca
de percorrer caminhos sinuosos
de acender a chama de quem ama
de colocar o sol no travesseiro
e chamar-te simplesmente companheiro
é que um dia como este
um dia assim normal
jamais nos fará mal.
É hoje o dia...
é hoje o dia de voltar ao que outrora fora
de soltar as amarras e o medo
de enlouquecer e me perder
de libertar a vontade livremente
de lançar um olhar ao firmamento
e a cada estrela confessar
que hoje é o dia
e que um dia como este
um dia assim normal
jamais nos fará mal.
È hoje o dia...
é hoje o dia , meu amor
de subir ao céu... qual véu azul
e derreter as nuvens de algodão
em prazeres divinos deleitada
despida de todo o preconceito
abraçar bem firme o teu peito
qual barco ao porto ancorado
meu amor,
meu amigo,
meu amado...
é que um dia como este
um dia assim normal
só nos fará bem
jamais
jamais nos fará mal !
É hoje o dia...
é hoje
é dia
é este
é bem
é mal..
normal !
RB -31.12.2012
treze ... trinta e um
contagem infernal
prazer mortal paixão
fatal...
jamais nos fará mal.
É o hoje o dia...
dia de percorrer teu corpo
de pôr fim à solidão
de acalmar meu coração
de ser só eu em tua mão
de nada dizer e só olhar
o que ficou por fazer e por
faltar contar
é que um dia como este
um dia assim normal
jamais nos fará mal.
É hoje o dia...
é hoje o dia de matar a sede no teu corpo
de saciar a fome em tua boca
de percorrer caminhos sinuosos
de acender a chama de quem ama
de colocar o sol no travesseiro
e chamar-te simplesmente companheiro
é que um dia como este
um dia assim normal
jamais nos fará mal.
É hoje o dia...
é hoje o dia de voltar ao que outrora fora
de soltar as amarras e o medo
de enlouquecer e me perder
de libertar a vontade livremente
de lançar um olhar ao firmamento
e a cada estrela confessar
que hoje é o dia
e que um dia como este
um dia assim normal
jamais nos fará mal.
È hoje o dia...
é hoje o dia , meu amor
de subir ao céu... qual véu azul
e derreter as nuvens de algodão
em prazeres divinos deleitada
despida de todo o preconceito
abraçar bem firme o teu peito
qual barco ao porto ancorado
meu amor,
meu amigo,
meu amado...
é que um dia como este
um dia assim normal
só nos fará bem
jamais
jamais nos fará mal !
É hoje o dia...
é hoje
é dia
é este
é bem
é mal..
normal !
RB -31.12.2012
sábado, 15 de dezembro de 2012
Lu(g)ar
Neste lugar de luar
como onda do mar
me venho espraiar
procurando
o marinheiro
a pégada na areia
o sal no corpo
o amor morto
a solidão
o coração
de tanta dor
jamais inteiro.
Qual furacão
que não amaina
desespero
e não encontro
nem passageiro
nem bote
encalhado no molhe
e que me tolhe
naufragado
destroçado
aquele meu irmão
para quem a sorte
ou morte
foi fugaz braseiro
de paixão.
RB. 15.12.2012
a
como onda do mar
me venho espraiar
procurando
o marinheiro
a pégada na areia
o sal no corpo
o amor morto
a solidão
o coração
de tanta dor
jamais inteiro.
Qual furacão
que não amaina
desespero
e não encontro
nem passageiro
nem bote
encalhado no molhe
e que me tolhe
naufragado
destroçado
aquele meu irmão
para quem a sorte
ou morte
foi fugaz braseiro
de paixão.
RB. 15.12.2012
a
quinta-feira, 13 de dezembro de 2012
As asas do amor
Recordar com paixão
os dedos e as mãos
o cheiro a jasmim do teu abraço
o calor real do teu amor
a força etérea
de voar e poisar
entre lençóis brancos
perfume de alfazema
e poemas de vida
e paz e canto
e mensagem que traz a tua voz
e janela que abre teu olhar
e porta que te sente entrar
aqui e ali acariciar
o corpo
o ventre que deu flor.
Amor
recordar e viver
num só momento
o nascer do dia eternamente
e o cair da noite
lancinante
do amante
que jamais perdeu alento
e por entre a brisa
que não vento
soprou e desejou
que jamais terminasse
o firmamento
pois com asas
asas que lhe dei eu
irá voar e sempre
me encontrar
bem alto
onde a lua encanta
e o morcego ensaia seu piar
esperando qual ave
o alimento.
os dedos e as mãos
o cheiro a jasmim do teu abraço
o calor real do teu amor
a força etérea
de voar e poisar
entre lençóis brancos
perfume de alfazema
e poemas de vida
e paz e canto
e mensagem que traz a tua voz
e janela que abre teu olhar
e porta que te sente entrar
aqui e ali acariciar
o corpo
o ventre que deu flor.
Amor
recordar e viver
num só momento
o nascer do dia eternamente
e o cair da noite
lancinante
do amante
que jamais perdeu alento
e por entre a brisa
que não vento
soprou e desejou
que jamais terminasse
o firmamento
pois com asas
asas que lhe dei eu
irá voar e sempre
me encontrar
bem alto
onde a lua encanta
e o morcego ensaia seu piar
esperando qual ave
o alimento.
Soubera...
Soubera quem seria
e não nascia.
Soubera o que perdia
e nem sofria.
soubera a chegada
e nem partia
soubera como (h)era
e treparia.
soubera ...
soubera ...
quão longa a espera
e, em vez de ser,
existiria !
e não nascia.
Soubera o que perdia
e nem sofria.
soubera a chegada
e nem partia
soubera como (h)era
e treparia.
soubera ...
soubera ...
quão longa a espera
e, em vez de ser,
existiria !
Talvez...
Talvez um dia eu veja claro
talvez um dia haja razão...
talvez...quem sabe?
talvez...
e porque não?
então...
terei a forte e farta força
para pegar ,
girar
soltar
o mundo,
esmagar a farsa...
em minhas mãos!
talvez um dia haja razão...
talvez...quem sabe?
talvez...
e porque não?
então...
terei a forte e farta força
para pegar ,
girar
soltar
o mundo,
esmagar a farsa...
em minhas mãos!
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