Ah, quem diria...
na terra há árvores
e as árvores em tudo são diferentes:
no tamanho,
na cor,
no cheiro,
na folhagem,
no quebrar,
no dobrar,
no viver, sobreviver
e no sentir.
Umas guardam a folhagem
que é nossa e sua
e ficam
mais frágeis,
sendo contudo perenes,
persistentes,
resistentes.
Outras despem-se
e abandonam no solo
as folhas que suas foram
ficando mais resistentes
ao vento
e ás tempestades..
sendo porém caducas,
mutáveis,
negociáveis.
Assim são os homens...
em muito iguais
em tudo diferentes
feliz ou infelizmente
E se na terra
este estranha forma de ser
é paradoxalmente uma constante,
olhai o firmamento
de mil e mil estrelas povoado.
Há estrelas grandes
resistentes
qiue brilham eternamente
e sem sair do lugar
piscam ao luar
e encantam o olhar.
Outras porém
arrastando pérolas ou diamantes
em momentos
de fugaz encantamento
movimentam-se e caiem
morrem e
desaparecem
são as estrelas cadentes
desistentes...
Não sei se sou àrvore
Não sei se sou estrela
só sei que sou
e serei sempre
perene e permanente
enquanto aqui neste lugar
quer seja terra,
ou firmamento
estiver por algum tempo
sempre...
e permanentemente
presente!
RB - 28.02.2012
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013
Não sei porquê...
Não sei porquê
nem porque não
eu estou aqui
tu não...
Não sei porquê
nem porque não
só sei que
eu sou feliz
e vivo,
mas tu não !
Não sei porquê
nem porque vão
as estrelas
bailar no firmamento
as ondas
dançar no areal
os barcos
sulcar os mares d'além
as mulheres
chorar e caminhar
pelo mundo
sem margem
nem limite...
Não sei porquê
nem porque são
os homens tão cruéis
e desavindos
não sei porque caminham
ao luar
aqueles que já cegos
por tanto desejar
o infinito firmamento
só deixaram
uma estrela pequenina
no caminho sinuoso
alumiando quem o trilha
- o homem novo!
Só sei que sim
e porque então
de tão cruéis
e por tanto cobiçar
todos acabaram
tombando
qual jangada
em alto mar.
E morreram
sem nada recordar
que não fosse
o seu vil e
odioso olhar
que ao mundo
o fogo
quis lançar
para queimar
matar ...
e a sede
de vingança saciar.
Esquecendo...
não sei porquê
nem porque não
que antes da rosa
linda e perfumada
apareceu
não sei porquê
nem porque não
o singelo
e belo
o perfumado botão !
nem porque não
eu estou aqui
tu não...
Não sei porquê
nem porque não
só sei que
eu sou feliz
e vivo,
mas tu não !
Não sei porquê
nem porque vão
as estrelas
bailar no firmamento
as ondas
dançar no areal
os barcos
sulcar os mares d'além
as mulheres
chorar e caminhar
pelo mundo
sem margem
nem limite...
Não sei porquê
nem porque são
os homens tão cruéis
e desavindos
não sei porque caminham
ao luar
aqueles que já cegos
por tanto desejar
o infinito firmamento
só deixaram
uma estrela pequenina
no caminho sinuoso
alumiando quem o trilha
- o homem novo!
Só sei que sim
e porque então
de tão cruéis
e por tanto cobiçar
todos acabaram
tombando
qual jangada
em alto mar.
E morreram
sem nada recordar
que não fosse
o seu vil e
odioso olhar
que ao mundo
o fogo
quis lançar
para queimar
matar ...
e a sede
de vingança saciar.
Esquecendo...
não sei porquê
nem porque não
que antes da rosa
linda e perfumada
apareceu
não sei porquê
nem porque não
o singelo
e belo
o perfumado botão !
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